O pelouro das caminhadas do SMZC organizou mais uma caminhada para os seus associados, que decorreu de 3 a 5 de Outubro, em S. Pedro do Sul.
Com alguma apreensão rumámos ao destino, na tarde estival de 3 de Outubro. Escolher para pernoita e descanso durante 3 dias um lugar apelidado de Casa dos Remendos... poderia, no mínimo, ser uma escolha arriscada! Não foi... Chegados a Gerós, após curta paragem em Vouzela para café e pastel, ficamos maravilhados com o sítio, a tranquilidade, a casa de dez quartos, cozinha enorme, salas amplas, terraços solarengos... E a simpatia da Teresa, que nos recebeu e prometeu ovos caseiros na manhã seguinte.
Para sábado de manhã foi escolhido o percurso PR7 -Rota de S. João de Jerusalém, numa distância de 13 quilómetros e duração dependente do estado do trilho e do estado dos caminheiros.
Seguimos pela ecovia, passámos a antiga ponte ferroviária em Negrelos, cruzámo-nos com atletas de duatlo, descemos para Fermil, subimos ao Outeiro da Comenda, chegámos a Arcozelo e depois ao Lugar da Ponte. Passámos o rio Vouga caminhando pela Ponte Nova e atravessámos o rio Sul pela ponte seiscentista. Muitas vezes o trilho desviava-se da estrada e o piso atapetava-se de folhas de árvores secas, convidando a uma mais fácil e rápida descida... de nádegas no chão!!
Passámos por florestas de carvalhos, densas, lindas e húmidas, campos verdejantes, hortas amanhadas e cuidadas. Comemos figos, uvas e framboesas à beira dos caminhos.
Ao almoço, a esplanada do restaurante Telheiro do Gerós esteve por nossa conta. Em alegre convívio comemos, bebemos e alimentámos o gato ! O resto da tarde foi passado na Casa dos Remendos, a remendar músculos e tendões nas chaises-longues e na piscina. As crianças e os jovens mereciam! E nós também...
Ao serão um pequeno trilho nocturno de apenas 3 quilómetros, para seguir a margem do Vouga até às Termas e regressar pela outra margem. O Balneário da Rainha D. Amélia estava iluminado como em dia de festa real. Uma passadeira vermelha recobria a enorme escadaria de pedra, que subimos. No salão havia música. O povo, à pinha, rejuvenescido pelos banhos nas águas sulfurosas, agitava pernas e braços ao compasso. Não conseguimos entrar... Viemos para a praça e demos um show impressionante! Só nos faltou um mestre de milonga...
Na manhã de domingo o percurso escolhido foi o PR12-Rota do Vouga, numa distância de 10 quilómetros. A páginas tantas fomos barrados por um enorme portão de ferro, fechado a sete chaves, que obrigou ao desvio pelo meio de eucaliptais e a fazer trilhos que não constavam do programa... Mas rapidamente voltámos aos Bons Caminhos, atravessando a ponte e passando para a outra margem do rio.
Em casa esperava-nos um churrasco à maneira, que esticámos... esticámos... esticámos até ao momento da despedida. E essa foi menos triste, com a promessa de que haverá mais caminhos para caminhar!
Até á próxima.


























