
JOÃO AGUIAR COELHO
Com a lei atual abriu-se o caminho à gestão privada do sistema de saúde, de um modo que parece estar no limiar do início da destruição do SNS e da sociedade democrática e republicana.

JOÃO AGUIAR COELHO
Com a lei atual abriu-se o caminho à gestão privada do sistema de saúde, de um modo que parece estar no limiar do início da destruição do SNS e da sociedade democrática e republicana.

Ricardo Ferraz
A gestão das finanças apresenta sinal positivo nos cofres do Estado, mas o mesmo não se pode dizer no bem-estar do cidadão comum que paga mais por aquilo que adquire e se depara com serviços públicos de pior qualidade.

As Nações Unidas dizem-nos que a proporção mundial de pessoas com mais de anos 60 vai aumentar. Em 1900 era de 9,2%, e pode chegar aos 21,1% em 2050. Isto significa que o número de pessoas com mais de 60 anos de idade vai, no mínimo, duplicar de 841 milhões de pessoas em 2013 para mais de 2 mil milhões em 2050, sendo que o número de pessoas com mais de 80 anos de idade poderá mais do que triplicar, atingindo os 392 milhões em 2050.

Em 28 de Setembro de 2017, a empresa “José de Mello Saúde” anunciou o propósito de adquirir “uma posição mínima de 80% e eventualmente a totalidade do capital social” da Clínica Particular de Coimbra, S.A..
Recorda-se que a José de Mello Saúde é a concessionária de exploração das Parcerias Público-privadas (PPP) do Hospital de Braga e do Hospital de Vila Franca de Xira, e de mais 16 hospitais ou clínicas privadas.
Em Março de 2017, o Grupo Idealtower vendeu a exploração da “Clínica Idealmed – Coimbra” à sociedade de capital de risco “Capital Criativo Health Care”, detentora de quatro clínicas na Região Centro, mantendo a posse do edifício da Idealmed.
Artigo de opinião de Mário Jorge Neves publicado em Tempo Medicina Online - 24.01.2018
De uma forma geral, nós assistimos a uma burocratização crescente das nossas sociedades.
Este problema quase tão velho como a própria civilização, tem assumido diversas variantes conforme as diferentes épocas históricas.
Os burocratas surgem aos olhos dos cidadãos como seres desumanizados, como simples elos de uma máquina, de um aparelho, qualquer coisa de hostil e de impessoal, reinando acima dos seres humanos.