Comunicado - Comportamento anti negocial do Governo

2012.04.19

Não resta outra alternativa senão o conflito face ao comportamento anti negocial do Governo.

A sucessão de reuniões, supostamente negociais, desde o início deste ano, tem vindo a mostrar a ausência de efetiva vontade política por parte do Governo em evoluir para a concretização de resultados em torno das matérias em discussão.

Tem sido notória uma atitude da delegação governamental em protelar a discussão, em não cumprir os seus próprios compromissos de apresentação de propostas negociais a nível das grelhas salariais e de introduzir novas matérias de discussão com um conteúdo desconexo do acordado, gravoso e atentatório da própria essência legal da Contratação Coletiva em vigor.

O comportamento adotado pela delegação sindical conjunta tem sido o de esgotar todos os mecanismos de diálogo e de negociação, bem como o de exigir o integral respeito pelos princípios da boa-fé negocial por ambas as partes.

A reunião realizada a 17/4/2012 veio mostrar, mais uma vez, que a delegação governamental não está interessada em desenvolver qualquer processo negocial sério e transparente.

Para além de não apresentar propostas concretas de grelhas salariais, optou por uma tentativa de colocar à discussão uma proposta que visava a destruição das atuais regras dos horários e dos limites do trabalho.

Chegámos a um ponto do processo  em que se tornou evidente que a delegação  governamental não quer negociar.

Assim, estão criadas as condições essenciais para a eclosão de um conflito que a delegação sindical conjunta procura a todo o custo evitar.

A FNAM considera que todos os colegas se devem mobilizar para as ações que inevitavelmente se irão colocar a muito curto prazo.

A FNAM, na definição e decisão sobre as formas de luta a desenvolver, coloca como questão crucial e incontornável a convergência e ação conjunta  das duas organizações sindicais médicas.

19/4/2012

A Comissão Executiva da FNAM